Projeto de revitalização cultural para o Beco da Fome —
um sopro de memória que insiste em florescer.

Renata —
dirigente do Instituto de Desenvolvimento Social,
atriz, performer,
agitadora de sonhos.
Pelas mãos de Renata, atriz, performer, agitadora de sonhos,
ergue-se um projeto como quem acende uma chama
no coração esquecido da cidade.

Ali, onde outrora pulsavam músicos, artistas, poetas, artesãos, nas décadas vivas de 80 e 90, o tempo pede passagem — e o passado quer voltar a cantar.

Betinho Lima, testemunha viva da época de ouro do Beco da Fome
Um beco que viu passar e florescer nomes e gestos de arte:
artistas plásticos como Montez Magno, Cavani Rosa, Teresa Costa Rêgo, María Carmen;

Poetas em torno da Livraria do Nordeste,
de Tarcísio Pereyra — ponto de encontro, abrigo de palavras, trincheira mansa onde a poesia se reunia antes de desaguar no Beco da Fome
poetas como Alberto da Cunha Melo, Cida Pedrosa, Chico Espinhara, Jaci Bezerra, Marcelo Mário Melo, Domingos Alexandre, Almir de Castro Barros; Eduardo Martins,

produtoras culturais como Andrea Mota;
chargistas como Lailson. Bione e Teles, do ácido jornal Papa Figo;

Movimento de Escritores Independentes —das mesas do Beco foi tecido o primeiro Encontro Nacional de Poesia em Pernambuco
Fátima Ferreira e Héctor Pellizzi com os alternativos O Cântaro e Americanto, em homenagem ao livro América Indignada, de Juarez Correya;
Pro Texto, de Arnaldo Tobias; Balaio de Gato, do multiartista Jorge López; Contágil, de Dione Barreto; Mandacaru, de Amaral —
entre tantos outros que expeliam poesia e arte pelas veias abertas do Beco da Fome.

Glorinha, poeta e canatora, junto a Renata agitando a noite do Beco
Veio o povo, veio forte, veio inteiro, sobretudo mulheres do universo afro, tecendo com seus corpos e vozes um território de música, poesia e axé.
Que se unam as forças, que Recife escute seu próprio eco:
Fundação de Cultura e FUNDARPE, mãos dadas, caminhos abertos, para que o sonho não se perca e se faça chão.

Héctor Pellizzi e Glória Regina
Salve, salve —que o Beco volte a ser fome de arte,
e fartura de vida.
Fotografias e texto de Héctor Pellizzi















































































