Escribe Héctor Pellizzi

Em Recife, comemorou-se a data nacional argentina

Cultura

Em Recife, comemorou-se a data nacional argentina: o 216º aniversário da Revolução de Maio de 1810. A cônsul-geral da Argentina em Recife, Julieta Grande, e a vice-cônsul Lucila Caviglia conduziram os atos comemorativos da Revolução de Maio, realizados no Teatro Santa Isabel, um imponente edifício em estilo neoclássico, inaugurado em 18 de maio de 1850 e construído sem mão de obra escravizada.

Os anfitriões da cidade, a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, e o presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Marcelo Canuto, estiveram à altura das circunstâncias e proporcionaram uma jornada memorável ao som da Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do maestro titular e diretor artístico, Lanfranco Marcelletti Jr.

A Orquestra Sinfônica do Recife foi fundada em 30 de julho de 1930 e brindou o público, ao lado do músico argentino Chango Spasiuk, reconhecido mundialmente por seu talento, com um espetáculo que seguramente ficará nos anais das relações culturais entre Argentina e Brasil.

Chango Spasiuk

A Revolução de Maio: o nascimento da Primeira Junta de Governo

Maio de 1810 amanheceu inquieto em Buenos Aires. O ar úmido do porto trazia notícias que atravessavam o oceano e agitavam os pensamentos de vizinhos, comerciantes, militares e crioulos. Da Espanha chegavam rumores de crise e desordem: o rei Fernando VII havia sido feito prisioneiro por Napoleão Bonaparte e a autoridade espanhola parecia desmoronar. Nas ruas de pedras da cidade começava a crescer uma pergunta que até então muitos mal se atreviam a formular: quem deveria governar estas terras se o rei já não podia fazê-lo?

A cidade, ainda pequena e composta por casas baixas com pátios internos, transformou-se durante aqueles dias em um cenário de conversas apaixonadas e decisões históricas. Em pulperias, praças e esquinas discutia-se o futuro. Os crioulos, nascidos na América, mas afastados de muitos cargos importantes, observavam uma oportunidade inesperada para mudar o rumo da história.

No dia 18 de maio, o vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros tentou acalmar a situação. Publicou uma proclamação para manter a ordem e assegurar a continuidade de seu governo. Mas as palavras já não bastavam. Os acontecimentos europeus haviam enfraquecido a autoridade vice-real e numerosos grupos começaram a exigir a convocação de um Cabildo Aberto para debater o destino político do Vice-Reinado do Rio da Prata.

O Cabildo Aberto reuniu-se em 22 de maio. No recinto ouviram-se discursos inflamados e posições opostas. Alguns defendiam a continuidade do vice-rei, enquanto outros sustentavam que, diante da ausência do rei legítimo, o poder deveria retornar ao povo. Entre as vozes mais destacadas encontravam-se Juan José Castelli e outros crioulos que impulsionavam uma mudança profunda.

As discussões continuaram durante vários dias. Do lado de fora, a praça começava a se encher de moradores que esperavam respostas. Homens e mulheres acompanhavam com ansiedade o desenvolvimento dos acontecimentos. A participação popular tornava-se cada vez mais visível e a pressão aumentava. Sob um céu cinzento e chuvoso, a multidão exigia definições.

Finalmente chegou o dia 25 de maio. A praça em frente ao Cabildo estava ocupada por cidadãos decididos a conhecer o resultado das deliberações. Após intensas negociações, Cisneros deixou o poder e foi anunciada a criação da Primeira Junta de Governo. Seu presidente seria Cornelio Saavedra, e a integrariam Mariano Moreno, Juan José Paso, Manuel Belgrano, Juan José Castelli, Manuel Alberti, Miguel de Azcuénaga, Domingo Matheu e Juan Larrea.

A notícia percorreu as ruas como um relâmpago. Alguns celebraram com entusiasmo; outros observavam o futuro com incerteza. Naquele dia não foi declarada a independência, que chegaria seis anos depois, mas algo fundamental havia acontecido: pela primeira vez surgia um governo próprio nascido nestas terras.

A Revolução de Maio não foi apenas uma mudança política. Foi o início de um caminho repleto de lutas, debates e sonhos de liberdade que marcariam para sempre a história argentina.

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