Argentina; «A Fome, a tirania e a opressão»

Cultura, Política

A nova lei trabalhista na Argentina não é uma simples atualização técnica, mas um salto em direção a um sistema de «servidão ou escravidão», onde o trabalhador perde a proteção básica contra a arbitrariedade do capital.

O empregador atribui as férias de forma unilateral, devendo garantir apenas um período de descanso no verão a cada três anos, limitando o acesso regular à época alta de férias.

É criado o banco de horas, um sistema que permite compensar jornadas mais longas com outras mais curtas sem pagar horas extras. «O patrão poderá determinar que um trabalhador trabalhe 10 a 12 horas… ele controla os horários do trabalhador», eliminando na prática o limite da jornada diária de oito horas.

Os empregadores poderão contratar livremente, sem restrições baseadas em usos e costumes, reduzindo o poder de organização sindical em setores estratégicos.

Milhares de trabalhadores perdem regulamentações que reconheciam a particularidade de suas tarefas, enquanto é habilitado um regime de trabalho remoto sem proteções específicas.

É eliminado o direito à greve.

 

A Fome, a tirania e a opressão

Josessandro de Andrade

O massacre nas ruas argentinas
Com as massas banhadas de tinta

O ferrão líquido para a lista de cortes,
Tatuando na carne a ferradura.

A extrema- unção do extremismo,
No extermínio vosso de cada dia.

O País destroçado em ruínas,
A Fome, a tirania e a opressão…

Comer apenas uma vez por dia,
É o cardápio do anarco-capitalismo.

Trabalhar para receber bananas
Como salário da labuta.

Diante da gastronomia da miséria,
A rebelião popular em pleno caos.

O País destroçado em ruínas,
A Fome, a tirania e a opressão…
Idosos, cadeirantes e atípicos
São as vitimas da máxima crueldade,

Sem direitos, sem benefícios,
Na exclusão de qualquer compaixão,

A corrupção em carro aberto,
Acoada pela multidão com pau & pedra.

O País destroçado em ruínas,
A Fome, a tirania e a opressão…

«Como forma de solidarizar-me com os nobres hermanos argentinos
Josessandro Andrade

 

Você pode colaborar com LA VOZ DE LOS BARRIOS enviando qualquer valor ao:

PIX 440 039 864 15

AMIGOS DE LA VOZ DE LOS BARRIOS

Luis Carlos Dias, ilustração de Jorge Lopes.

Jonas Bandeira de Meloes pernambucano, de la ciudad de Paulista, en el noreste brasileño. Maestro de historia jubilado desde 2014, también es poeta, compositor y escritor.

Flavio Magalhães es pernambucano de Sertânia en el noroeste brasileño. Bachiller en letras, graduado en lengua inglesa y maestro de educación, “Pedazos de Vida” es su cuarto libro literario

Josessandro Andrade Poliartista, poeta, compositor, cordelista, teatrólogo y guionista de documentales, venció el premio nacional Viva la Literatura de los ministerios de Cultura y Educación en 2009.

Carlos Alberto Rodrigues-  Empresario –

Eduardo Martins – Poeta e ensaísta, professor de literatura da UFRO – Universidade Federal de Rondônia. Mestre em Teoria da Literatura pela UNESP – Universidade Estadual de São Paulo.

Edgardo Anibal Cava – Empresario –

Dalva – Mamá de Raví –

La Voz de los Barrios – 2014 – Espaço Pasargada

HOMENAGEM A:

Arnaldo Tobias, o poeta da liberdade

Alberto e Benedito Cunha Melo

Bione

A Banda do Moxotó

Waldemar Cordeiro, el poeta de Siboney

Esman Dias o poeta erudito

COMPARTIR:
Argentina; «A Fome, a tirania e a opressão»
El PJ de Junín define su futuro
La militancia como arma cargada de poesía
Seguir Leyendo :
Cultura, Política
Más Leídas
keyboard_arrow_up