A vereadora e candidata a deputada estadual, Cida Pedrosa, expressou no estrado da Câmara Legislativa da cidade de Recife sua opinião sobre a jornada de trabalho 6 × 1.

«A jornada de trabalho 6×1 mata. Ela mata porque adoece as pessoas, em especial as mulheres da classe trabalhadora, que pegam um ônibus e passam hora e meia nesse ônibus, que chegam em casa e ainda têm que lavar roupa, cozinhar, organizar a tarefa dos filhos e que têm apenas um dia de lazer — que não é de lazer, é de trabalho.
Por isso, é importante lutarmos contra a jornada de trabalho 6×1 e implementar uma jornada menos adoecedora. Quando eu disse que a jornada 6×1 mata, é porque, se vocês pegarem a última pesquisa do Ministério da Saúde sobre as jornadas de trabalho, vocês verão a quantidade de pessoas adoecidas mentalmente porque o trabalho é exaustivo; a quantidade de pessoas com síndrome de Burnout que não têm como preservar sua saúde com esse ritmo de trabalho.

A turma que defende essa jornada de trabalho é a turma conservadora, que mais defende a família. Como é que defendem a família lá no Congresso Nacional e não defendem o direito sagrado das mães para que possam cuidar de seus filhos? Para que pais e mães possam sair no fim de semana para passear? Porque é disso que se trata a redução da jornada de trabalho.
E eu pergunto aos trabalhadores que vão votar no ano de 2026: vocês vão procurar saber se o seu candidato a deputado federal, a deputado estadual, a senador ou a presidente defende a redução da jornada de trabalho? Porque, se for diferente, você estará votando contra você mesmo. Aprecie seu voto, vote em quem defende a classe trabalhadora. Um trabalhador não pode, sob hipótese nenhuma, chegar no dia da eleição e garantir o voto de quem não defende essa mesma classe.

O presidente Lula está travando uma grande luta no Congresso Nacional para ver se passa o projeto da nossa deputada Erika Hilton, que propõe a redução da jornada de 6×1 para 4×3, porque a classe trabalhadora está permanentemente adoecida, trabalha demais e nem sequer tem direito aos bens de consumo que ela própria produz. É a mesma classe trabalhadora que não tem carro, que não consegue comer bem, que não consegue ter a tranquilidade que necessita porque trabalha demais e, na sua maioria, ganha um salário mínimo ou menos…
Eu fui advogada de trabalhadores por 15 anos e descobri que o país não vai quebrar. Na Constituição de 88, diziam que o país ia quebrar se reduzissem a jornada para 44 horas, e empresa nenhuma quebrou. Quando se fez o Pacto do Campo, puxado pelo governador Miguel Arraes — que fez com que os usineiros assinassem as carteiras de trabalhadoras e trabalhadores —, diziam que as usinas iam quebrar, e não quebraram. Vejam se tem um usineiro pobre; todos ricos… Por isso, temos que dizer em alto e bom som que a jornada de trabalho 6×1 mata».















































































