O Papel Estratégico do Brasil na Comunidade Organizada Continental

Opinión

O Brasil no Destino Comum da Pátria Grande

Para que o Brasil, em sua condição de potência global e líder regional, atue como um escudo eficaz contra as agressões externas — sejam elas econômicas ou militares —, sua contribuição não deve se limitar a uma ação individual, mas deve ter um caráter estrutural e aglutinador.

Sob os princípios da «Terceira Posição» e da «Comunidade Organizada», e exercendo uma liderança sólida na Integração Multipolar (BRICS+), o Brasil constitui-se como a porta de entrada da América Latina para uma nova ordem mundial. Como membro fundador dos BRICS, sua capacidade de ação é fundamental nos seguintes eixos:

O Brasil pode tracionar a desdolarização do comércio, impulsionando o uso de moedas locais nas trocas regionais. Esta medida é vital para neutralizar os «mísseis econômicos» (sanções e bloqueios financeiros) que as potências utilizam como dispositivos de controle.  Da mesma forma, o uso do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) surge como a alternativa soberana ao FMI, permitindo que as nações da região acessem créditos para infraestrutura sem condicionamentos ideológicos nem exigências que impliquem a cessão de soberania.

É fundamental para evitar que as agressões militares resultem letais, a região requer uma capacidade de dissuasão autônoma. O Brasil pode liderar este processo mediante a reativação do Conselho de Defesa Sul-Americano, fortalecendo uma doutrina de defesa comum baseada no princípio de que «uma agressão a um país da região é uma agressão a todos». Ao possuir tecnologia avançada em projetos de submarinos e satélites, o Brasil está em condições de cooperar tecnologicamente com seus vizinhos, reduzindo a dependência do armamento dos EUA ou da OTAN, o qual costuma incluir «chaves de desligamento» políticas.

Ë sabido que as potências costumam instrumentalizar a fome e o desabastecimento como armas de guerra, uma ameaça que já havia sido antecipada por Juan Domingo Perón. O Brasil, como potência agroalimentar e energética, pode liderar a criação de fundos comuns de alimentos e energia que garantam a subsistência dos países menores ou daqueles que sofram bloqueios. A isso se soma o impulso dos corredores bioceânicos, essenciais para que a produção da «Pátria Grande» não dependa exclusivamente de rotas controladas por frotas estrangeiras.

 O atual governo possui o peso diplomático necessário para impedir que a América Latina se converta no tabuleiro de xadrez da nova Guerra Fria entre EUA e China. Seu papel histórico é manter uma neutralidade ativa e proibir a instalação de bases militares estrangeiras em solo sul-americano e denunciar em fóruns internacionais o uso da economia como arma de guerra.

Em conclusão, o papel do Brasil como «irmão maior» na Comunidade Organizada de nações latino-americanas é a peça que permitiria deixar de ser um conjunto de países isolados e vulneráveis para nos convertermos em um bloco continental capaz de negociar, de igual para igual, com qualquer império.

DIANTE DA RUPTURA DA NOVA ORDEM MUNDIAL, POR QUE DEVEMOS REANALISAR O PERONISMO?

A “comunidade organizada”, dentro da Doutrina Filosófica Justicialista (DFJ), baseia-se na ideia de que ninguém pode viver plenamente de forma isolada. Necessitamos de uma sociedade onde cada indivíduo se desenvolva em conjunto com os demais, buscando o bem comum em vez do mero benefício individual. Em suma: o centro é o ser humano, não como um indivíduo atomizado, mas como parte integrante de um grupo social.

Isso é o que chamamos de “Comunidade Organizada”: um sistema onde cada pessoa cumpre o seu papel e atua em coordenação com os outros para que todos vivam melhor.

Disso depreende-se que, ao buscar a justiça social, a igualdade econômica e a independência política, evita-se a concentração de privilégios e a exclusão das massas.

A DFJ é considerada a única doutrina filosófica genuinamente nascida na América Latina. Surgiu na Argentina, durante o Primeiro Congresso Nacional de Filosofia de 1949, em plena Guerra Fria, como uma alternativa original ao domínio das duas superpotências da época: EUA e URSS.

Ela representa a chamada “terceira posição”, que em 1961 fundamentou o Movimento dos Países Não Alinhados. Concretizou-se em 1961 com 25 nações, incluindo Iugoslávia, Índia, Egito, Gana, Indonésia e, pela América Latina, Cuba. Seus grandes precursores foram Josip Broz Tito, Jawaharlal Nehru, Gamal Abdel Nasser, Kwame Nkrumah e Fidel Castro. Em 1964, o grupo já contava com 44 países, 40 observadores e 10 movimentos de libertação nacional.

Revisitar a doutrina Justicialista nesta nova ordem mundial pode ser uma contribuição valiosa para os povos da Pátria Grande. Hoje, novos e surpreendentes «mísseis econômicos» perfuram o cerne do que se julgava ser uma verdade absoluta, e a agressão física de grandes exércitos já bate à nossa porta.

O primeiro peronismo detém a essência da doutrina. O que veio depois foram, muitas vezes, caricaturas diluídas pela hegemonia do dólar e pela força imperialista, chamada globalização,  ainda que em certos intervalos tenha havido aproximações com o pensamento original.

Rever o primeiro peronismo significa ampliar ao infinito os conceitos que abraçam nossas necesidades.

Material jornalístico elaborado pela Redação do jornal argentino «La Voz de Los Barrios», fundado em 2005 pelo escritor e jornalista Héctor Pellizzi.

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