Ver o algodão florescer novamente em Sertânia não é apenas um resgate agrícola; é um ato de justiça histórica.

Como cineasta, ao registrar Joana D’arc para o documentário «Sertão Fértil», percebi que a riqueza da nossa terra nunca foi embora; ela apenas esperava por mãos que soubessem dialogar com a natureza, em vez de agredi-la.
Joana é o símbolo dessa transição. Enquanto o passado foi marcado pelo trauma do bicudo e do monocultivo, o presente nos apresenta a policultura orgânica e a inteligência das armadilhas naturais.

Saber que o solo do nosso Moxotó- Ipanema foi testado e laureado como o mais fértil entre sete estados nordestinos enche o peito de qualquer sertanejo de um orgulho legítimo.
Minha contribuição a essa jornada atravessa agora as fronteiras em forma de versos. Escrevi um folheto de cordel detalhando essa saga do algodão orgânico e dos derivados do amendoim e gergelim.
Este cordel será lançado na Alemanha, durante a Feira Mundial da Agricultura Familiar, como um presente de Sertânia para o mundo. É a nossa cultura — do plantio à rima — mostrando que o Sertão não é o lugar da escassez, mas o berço da inovação sustentável.
Assim como outros irmãos do nosso Projeto Sertão Fértil e da EXPOEMA – Empório Moxotó Ipanema, Arlindo Gomes , Mauricéia Garrafada, Rafael Falcão, Joselito Neném das Cocadas, entre outros, Joana une talento e fé. Joana viaja levando a fibra, o óleo e a poesia, provando que a nossa maior colheita é a dignidade.
O Renascer do Algodão

Josessandro Andrade é Poeta , compositor e Cineasta.
-A Saga de Joana no Sertão do Moxotó-Ipanema –
I
Peço rima ao Pajeú,
Moxotó inspiração:
Pra cantar uma história
De fé e superação
Do algodão que renasce
No meio do meu sertão.
II
Lá nos anos cinquenta
O «Ouro Branco» brilhava
Mas o bicudo chegou
E a lavoura definhava
O que ‘ra nossa riqueza
A praga toda roubava.
III
Mas a terra não esquece
Onde a semente plantou
E no Sítio Cacimbinha
Uma estrela despertou:
Joana D’arc, a guerreira
Que o jogo enfim virou.
IV
Com a agroecologia
Ela trouxe a solução
Sem veneno e sem química
Limpou o chão da nação
Com armadilhas naturais
Venceu a devastação.
V
Fizeram uma análise
Do solo da nossa terra
Sete estados mediram
Da baixada até a serra
E o chão de Sertânia venceu
Essa pacífica guerra.
VI
É o solo mais fértil
Onde tudo se produz
Tem gergelim, amendoim
Que ao povo todo seduz
É policultura orgânica
Que traz renda e traz luz.
VII
A Diaconia deu braço,
rede se fortaleceu,
E o governo da Alemanha,
O plantio já conheceu,
Ficou de queixo caído
Com tudo o que lá cresceu.
VIII
Agora Joana viaja
Com a mala de esperança
Leva o óleo, leva a pasta
E a cultura como herança
Mostrar na Feira Mundial
Que o Sertão tem pujança!
IX
Leva este cordel na mão
Escrito por Josessandro
Pois o que a terra produz
A poesia vai cantando:
Sertânia é «Sertão Fértil»
E o mundo está nos olhando!
X
As coisas da sua terra
Fertilidade e verso
Ela carrega na alma
Com um sorriso imerso
E a República da Poesia
Espalhando no universo.
Josessandro Andrade
Sertânia PE, Sertão do Moxoto Ipanema, Nordeste do Brasil,na BioFach – Feira Mundial da Agricultura familiar Orgânica, Alemanha, 2026.

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O primeiro número de 7 de agosto de 2005 (Design de Romina Paesani)
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Flavio Magalhães es pernambucano de Sertânia en el noroeste brasileño. Bachiller en letras, graduado en lengua inglesa y maestro de educación, “Pedazos de Vida” es su cuarto libro literario

Josessandro Andrade Poliartista, poeta, compositor, cordelista, teatrólogo y guionista de documentales, venció el premio nacional Viva la Literatura de los ministerios de Cultura y Educación en 2009.

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La Voz de los Barrios – 2014 – Espaço Pasargada






















