Em meio ao avanço dos casos de feminicídio em Pernambuco, a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara Municipal do Recife realizou, nesta terça-feira (31), uma vigília para cobrar respostas do poder público no enfrentamento à violência contra mulheres.

A iniciativa foi organizada pelas vereadoras Cida Pedrosa (PCdoB), Kari Santos (PT) e Natália de Menudo (PSB), integrantes da comissão, que vêm cobrando maior prioridade para a pauta, tanto no âmbito municipal quanto estadual.

Cida Pedrosa, poeta, escritora e vereadora do Recife, em um discurso inflamado em defesa dos direitos das mulheres.
No cenário nacional, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número dos últimos anos, com média de quatro homicídios por dia. Em janeiro de 2026, o Judiciário contabilizou 947 novos casos, equivalentes a cerca de 10,5 assassinatos diários, um registro perturbador.

No Recife, também há registros significativos de violência não letal contra mulheres, o que evidencia falhas nas políticas de prevenção, carência de estratégias integradas entre o Estado e o Poder Judiciário, além de críticas à atuação de setores do serviço público, marcados por estruturas machistas e misóginas.

Vigília, honra e homenagem às mulheres barbaramente assassinadas.

Vigília em estado de alerta e mobilização frente à escultura do “Nunca Mais”, no bairro de Santo Amaro, na Rua da Aurora.

Mulheres lembraram o golpe de Estado de 31 de março de 1964 e as mulheres que caíram na repressão da ditadura defendendo a Constituição de 1946, que garantiam direitos individuais, que foram interrompidos com o golpe militar.

Concorrida vigília em protesto contra a perseguição feminina, os abusos e os números espantosos de assassinatos de mulheres.

Milena, do gabinete de Cida Pedrosa, é responsável pela agenda da vereadora e por diferentes articulações políticas.

Marília Arruda, criadora e mediadora do Goles de Ciência Recife, presente na vigília.
















































































